Melhores práticas no tratamento da insônia crônica

A insônia é o transtorno do sono mais comum, podendo culminar em eventos adversos importantes em longo prazo.

 

O Dr. Almir Tavares, psicogeriatra na Johns Hopkins University, nos Estados Unidos, e professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), defende que, embora haja uma variedade de profissionais atuando no contexto, o psiquiatra é o profissional mais bem preparado para tratar o quadro.

O tema foi abordado no 37º Congresso Brasileiro de Psiquiatria, realizado em outubro no Rio de Janeiro.

A insatisfação com a qualidade/duração do sono é o primeiro aspecto clínico da insônia e, segundo o especialista, os sintomas noturnos (como dificuldade de iniciar e manter o sono; despertar precoce; resistência para ir para cama no horário apropriado) e diurnos (como fadiga, dificuldade de atenção, concentração e memória, déficit ocupacional, acadêmico, familiar ou social, alteração do humor e irritabilidade, sonolência diurna, mudança de comportamento, diminuição da motivação, energia e iniciativa, tendência a erros e acidentes e preocupação com o sono) estão presentes apesar de o indivíduo ter a possibilidade de dormir.

Segundo a terceira Classificação Internacional dos Transtornos do Sono (ICSD-3, sigla do inglês, International Classification of Sleep Disorders), o diagnóstico do transtorno de insônia crônico exige que os sintomas ocorram pelo menos três noites por semana e por, no mínimo, três meses.

De acordo com o Dr. Almir, a literatura mostra que a insônia pode estar associada a complicações, como: hipertensão arterial, demência, distúrbios metabólicos e morte. O quadro também é um fator de risco de transtornos psiquiátricos. Segundo o Dr. Márcio Zanini, psiquiatra, estudos apontam que 80% dos pacientes com transtornos depressivos sofrem de insônia em algum momento no curso da doença. Além disso, transtornos de ansiedade são mais comuns entre insones.

Introversão, insatisfação crônica e perfeccionismo são alguns traços de personalidade associados à insônia

De acordo com o modelo de Spielman (3P), a insônia crônica é composta de três fatores: predisponentes (biológicos, psicológicos e sociais); precipitadores (situações estressantes); e perpetuadores (mantenedores da insônia). Os traços de personalidade, segundo o Dr. Márcio, fazem parte dos fatores predisponentes da insônia.

O Dr. Márcio apresentou trabalhos mostrando que pessoas com insônia crônica tendem a se preocupar com o funcionamento do próprio corpo de forma patológica, ter uma insatisfação crônica, somatização, neuroticismo, perfeccionismo e introversão. 

 

Evitar novidades é um padrão de comportamento comum entre pessoas mais reservadas, organizadas, pouco entusiasmadas e com tendência a internalizar conflitos. Esse perfil, lembrou o médico, está associado a dificuldades nas relações interpessoais, o que, por sua vez, está relacionado com elevados níveis de estresse, o que pode predispor à insônia. Pessoas que evitam conflitos geralmente são mais medrosas e tímidas.

 

Já traços marcados de autotranscedência são comuns em pessoas irrealistas e pouco práticas. Ambos os grupos, disse o Dr. Márcio, são propensos a apresentar transtornos de ansiedade e, consequentemente, insônia.

Fonte: medscape

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