Notícias falsas e desinformações: o problema das vacinas no Brasil

Com que frequência você controla a caderneta de imunização dos seus pacientes? Aproveita as consultas para saber o que eles pensam das vacinas? Sabe responder às dúvidas mais comuns?

Em uma pesquisa recente que, entre outras análises, ranqueou as fontes de informação da população sobre vacinas, os profissionais de saúde ficaram em quinto lugar, posicionados depois dos veículos de imprensa tradicionais, das redes sociais, de amigos e familiares e do governo.

O estudo "As Fake News estão nos deixando doentes?" da Avaaz, uma organização não governamental (ONG) de mobilização social por meio da internet, em parceria com a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), mostrou que os principais motivos citados para não se vacinar ou não vacinar uma criança sob seus cuidados foram falta de planejamento ou esquecimento; não achar que a vacina fosse necessária; falta de informação; e medo de efeitos colaterais graves.

"Nossas descobertas mostram que a pouca circulação de informação confiável sobre vacinas está sendo parcialmente preenchida por conteúdo antivacinação e desinformação postados e compartilhados nas redes sociais e nos aplicativos de mensagens", alertaram os autores do estudo no relatório.

A pesquisa mostrou outro achado que não surpreende: "profissionais de saúde e outras fontes oficiais de informação têm um impacto positivo nas percepções sobre vacinas".

Se a pesquisa nacional pessoal e domiciliar realizada pelo IBOPE Inteligência de 19 a 22 de setembro por encomenda da Avaaz e da SBIm for representativa, 45% da população brasileira com 16 anos ou mais sente alguma insegurança em relação às vacinas e 39% são hesitantes em relação a elas.

"A proporção de pessoas que acreditam em notícias falsas sobre vacinas é maior entre as que usam as redes sociais e/ou o WhatsApp como fonte de informação (73% versus 60% para quem cita outras fontes)."

De acordo com os resultados da pesquisa, os mais desinformados são os homens (apenas 2 a cada 10 reconhecem erros de informação), e também os mais inseguros em relação às vacinas (apenas 49% disseram acreditar que as vacinas são totalmente seguras contra 57% das mulheres). Os homens também tiveram os maiores índices de esquecimento (45% vs. 30% entre as mulheres) e não reconheceram a necessidade de vacinação (39% contra 23% das mulheres).

A idade parece ser outro fator: 18% entre os mais jovens (16 a 24 anos) não se vacinaram ou não vacinaram uma criança sob seus cuidados, uma porcentagem que cai para 8% entre os adultos com mais de 44 anos.

Ser médico não resolve o problema. Outros estudos mostraram evidências de hesitação vacinal também entre os profissionais de saúde, com baixa cobertura do cronograma completo da vacina contra hepatite B.

Na pesquisa da Avaaz em parceria com a SBIm, 89% da classe A/B considera as vacinas total ou parcialmente seguras, mas o surgimento da hesitação vacinal entre brasileiros de classe alta foi bem documentado em um outro estudo, recém-publicado no periódico Vaccine. Foram utilizados dados de uma pesquisa de coorte feita em Pelotas, no Rio Grande do Sul, entre 1982 e 2015, e um índice absoluto de desigualdade (SII, sigla do inglês Slope Index of Inequality), que expressa a diferença entre os extremos ricos e pobres da distribuição de renda. Em 1982, o gradiente social com maior cobertura vacinal evidenciou-se entre crianças de famílias ricas (SII = 25,0; P < 0,001), mas em 2015 o padrão foi invertido, com maior cobertura entre crianças pobres (SII = -6,0; P = 0,01).

Fonte: medscape

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