Exoesqueleto controlado pelo cérebro ajuda a andar na tetraplegia

Um homem de 28 anos com limitação do movimento dos membros após uma grave lesão na coluna cervical agora pode andar e mover os braços em várias direções usando um exoesqueleto suspenso no teto. O implante bilateral de gravadores sem fio acima dos córtices sensitivo e motor no cérebro do paciente e a decodificação dos dados gerados na eletrocorticografia epidural possibilitaram esse feito.

O paciente reaprendeu a mover os braços e as pernas utilizando uma interface entre o cérebro e um computador, inicialmente por meio de jogos de computador, a seguir, movendo um avatar e finalmente evoluindo para o exoesqueleto.

"Foi a primeira vez que um paciente tetraplégico conseguiu andar e controlar os dois braços usando esta prótese neural, que grava, transmite e decodifica em tempo real os sinais emitidos pelo cérebro para controlar o exoesqueleto", disse ao Medscape o Guillaume Charvet, autor do estudo e chefe de projeto da Brain Computer Interface Project na Clinatec, na França.

Ele participa de um estudo em andamento sobre a viabilidade dessa estratégia. Os desfechos do estudo em dois anos foram publicados on-line em 03 de outubro no periódico Lancet Neurology.

"O projeto, chamado Brain Computer Interface, pretende provar que, com treinamento, uma pessoa com deficiência motora grave consegue controlar complexos dispositivos de substituição funcional – como um exoesqueleto com quatro membros – por meio da decodificação da sua atividade elétrica cerebral", disse Guillaume.

Este não é o primeiro estudo a usar um exoesqueleto para reabilitação ou recuperação neurológica após um acidente vascular cerebral (AVC) ou uma lesão medular grave. No entanto, os trabalhos anteriores miraram em exoesqueletos de órteses de mão ou naqueles que são fixados em torno de algum dos membros superiores ou inferiores. A estratégia de Guillaume e colaboradores contemplou todo o corpo.

Nas pesquisas anteriores, o controle de muitos movimentos foi obtido por meio de registros de microeletrodos com fios, embora "ainda não exista nenhuma solução clínica compatível para compensar os déficits motores", disseram Guillaume e colaboradores.

Os pesquisadores do estudo em tela projetaram o dispositivo WIMAGINE. O dispositivo é inteiramente implantável e com compatibilidade biológica, o que permite o uso prolongado.

Para determinar o melhor local para cada implante com seus 64 eletrodos, os pesquisadores pediram ao paciente para fazer movimentos reais ou imaginários com os braços e as pernas. O paciente repetia estes movimentos enquanto os pesquisadores faziam imagens de seu cérebro por magnetoencefalografia (MEG) e ressonância magnética funcional (fMRI, do inglês functional Magnetic Resonance Imaging). Estes exames de imagem permitiram a identificação do centro do córtex sensitivo e motor do paciente possibilitando um implante cirúrgico preciso.

Fonte: medscape

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