Resultado de programa nacional contra o tabagismo parece ser maior entre os mais instruídos, diz pesquisa

Iniciado na década de 80, o Programa Nacional de Controle do Tabagismo (PNCT) conseguiu reduzir muito o consumo de tabaco no Brasil. Em um estudo publicado em fevereiro no periódico Preventive Medicine, pesquisadores norte-americanos destacam o sucesso do programa, mas também mostram a existência de desigualdades educacionais no tabagismo.

Ao analisar dados de 24 anos do programa, o grupo observou que o declínio do consumo foi maior entre pessoas com maior escolaridade, sendo que as mulheres mais jovens e cujo grau de instrução era menor formaram um grupo particularmente vulnerável ao tabagismo no país.

A Dra. Priti Bandi, epidemiologista da American Cancer Society (ACS) e primeira autora da pesquisa, falou ao Medscape sobre os dados.

Os autores da ACS e da New York University avaliaram as mudanças na prevalência do tabagismo no Brasil entre 1989 e 2013 a partir da análise de dados de quatro estudos transversais feitos com adultos de 25 a 69 anos de idade (1989: N = 25.298; 2003: N = 3.845; 2008: N = 28.938; e 2013: N = 47.440). O grau de instrução dos participantes foi adotado como medida representativa do status socioeconômico, uma vez que este dado constava em todos os trabalhos incluídos na análise.

De acordo com os resultados, a prevalência geral de tabagismo foi maior entre os homens do que entre as mulheres em todos os anos avaliados, porém, o declínio do consumo de tabaco foi semelhante entre os grupos, com redução de 57% entre os homens (a prevalência de tabagismo caiu de 46,7% em 1989 para 20,1% em 2013) e de 56% entre as mulheres (queda de 28,2% para 12,2%).

Embora a prevalência do tabagismo tenha reduzido entre os participantes com todos os graus de instrução, entre as mulheres, o declínio absoluto foi maior no grupo com maior escolaridade. A prevalência diminuiu 18% entre as mulheres com ensino médio ou superior completos e 19% entre aquelas com ensino fundamental completo ou médio incompleto versus redução de 8% entre as mulheres com ensino fundamental incompleto e de 13% entre as que não tinham educação formal.

Entre os homens, o declínio da prevalência do tabagismo também foi mais acentuado nos grupos com maior escolaridade, porém apenas em termos relativos.

Além disso, o estudo mostrou que coortes mais jovens, particularmente a de mulheres nascidas entre 1979 e 1988, apresentaram desigualdades relativas maiores no tabagismo do que as coortes mais velhas.

A Dra. Priti explicou que o fato de o grupo com um grau de instrução mais elevado (ambos os sexos) ter apresentado maior declínio de tabagismo em termos relativos indica que a desigualdade educacional relativa ao tabagismo aumentou entre os homens e as mulheres. No entanto, como a redução em termos absolutos foi maior apenas entre mulheres com ensino superior, somente elas experimentaram um aumento na desigualdade educacional absoluta referente ao tabagismo.

“Geralmente, quando percebemos um aumento da desigualdade em termos relativos e absolutos, podemos ficar mais confiantes de que essa desigualdade nesse resultado de saúde (fumar no nosso caso) aumentou. Como observamos que as desigualdades absoluta e relativa no tabagismo aumentaram entre as mulheres, houve mais confiança em concluir que o declínio da prevalência de tabagismo foi mais desigual para as mulheres do que para os homens”, destacou a especialista.

Fonte: site: portugues.medscape.com/verartigo/6504510

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